Histórico

 

No início de 2020, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), foi inaugurado o prédio da Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho (Bora), para onde foi transferido o acervo da antiga Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras que por mais de 30 anos esteve sediada no terceiro andar da da Biblioteca Central Cesar Lattes (CEOR/BCCL).

A Universidade passou a contar, então, com uma biblioteca especializada nesse tipo de acervo.

A primeira coleção adquirida pela Universidade e que posteriormente iria compor o acervo foi a de Paulo Duarte. Seu acervo foi comprado pela Unicamp em 1970, quando a Universidade ainda estava em plena criação.

Em 1983, a Unicamp adquire o acervo de Sérgio Buarque de Holanda, surgindo a Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras. A partir de 1954 foram reunidos os acervos raros das coleções de Eugenio Toledo Artigas, Henrique Mauer, Theodor Peckolt e Oswald Peckolt.

A Biblioteca de Obras Raras Fausto Castilho oferece um amplo acesso a conteúdo de alto valor histórico, cultural e intelectual, principalmente no campo das humanidades.

O acervo conta com mais de 100 mil itens de coleções especiais e obras raras, adquiridas por compra ou doação e compostas por livros, folhetos, mapas, revistas, partituras e outros documentos. São itens de importante valor histórico e, na sua maioria, pertenceram a personalidades de destacada atuação na vida pública. 

A Unicamp, comprometida com a preservação e difusão dos acervos raros e especiais sob sua responsabilidade, decidiu, em 2010, submeter um projeto à Finep (edital Proinfra 01/2009), para implantação de uma biblioteca específica para abrigar os acervos já existentes da Biblioteca de Obras Raras e Coleções Especiais – CEOR.

Com a missão de instituir um centro de referência em preservação, armazenamento e de produção de conhecimento sobre acervos raros e especiais, bem como apoiar o desenvolvimento de pesquisas de excelência, constituindo-se como um verdadeiro laboratório de fomento à pesquisa no campo das humanidades, oferecendo amplo acesso a conteúdo de alto valor histórico, cultural e intelectual, foi formado um grupo de trabalho que viabilizasse a elaboração do projeto, além de propor diretrizes construtivas e requisitos adequados para implantação das seções, fluxos de trabalho etc.

Diante da excelência do projeto e de sua viabilidade, a Finep decidiu aprovar a solicitação, com a aprovação da liberação de recursos na ordem de 8,3 milhões, chegando ao montante de 11,5 milhões com complementações realizadas pela Reitoria da Universidade.

Contando com o apoio da literatura, além do conhecimento técnico do grupo de trabalho, requisitos essenciais e diretrizes foram definidos e transmitidos à equipe de engenheiros liderada por Cláudio Mafra, que projetou um prédio com capacidade de abrigar 300 mil itens, numa área de 3.500 m².

 

BORA